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AREsp 202502167494 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2963901
- Registro
- 202502167494
- Classe
- AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- REYNALDO SOARES DA FONSECA
- Órgão julgador
- QUINTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-11-18
- Data de publicação
- DJEN DATA:28/11/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 18/11/2025
Ementa
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AGRAVO QUE NÃO COMBATEU OS FUNDAMENTOS
DA DECISÃO DENEGATÓRIA DE ADMISSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DO VERBETE N.
182 DA SÚMULA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS DE
OFÍCIO. INVIABILIDADE. AGRAVO NÃO CONHECIDO.
1. É inviável o agravo
que deixa de atacar os fundamentos da decisão denegatória de
admissibilidade. Incidência do verbete n. 182 da Súmula desta
Corte.
2. Conforme remansosa jurisprudência desta Corte, " a
impugnação da Súmula n. 7 do STJ pressupõe estrutura argumentativa
específica, indicando-se as premissas fáticas admitidas como
verdadeiras pelo Tribunal de origem, a qualificação jurídica por ele
conferida e a apreciação jurídica que lhes deveria ter sido
efetivamente atribuída. .. O Recurso daí proveniente deveria se
esmerar não em simplesmente reiterar as razões do Recurso Especial
ou os argumentos referentes ao mérito da controvérsia, mas em
demonstrar efetivamente que a referida Súmula não se aplica ao caso
concreto e que, portanto, seria desnecessário revolver o acervo
fático-probatório dos autos para a análise da insurgência" (AgInt no
AREsp n. 2.371.208/PB, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda
Turma, julgado em 18/12/2023, DJe de 20/12/2023).
3. Nos casos em
que o recurso especial não é admitido com fundamento no enunciado n.
83 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça, a impugnação deve
indicar precedentes contemporâneos ou supervenientes aos mencionados
na decisão combatida (AgRg nos Edcl no Aresp n. 1.096.124/SP)
demonstrando-se que outro é o entendimento jurisprudencial desta
Corte (ut, AgInt no AREsp n. 1.566.560/RJ, Relator Ministro Marco
Aurélio Bellizze, DJe 19/2/2020).
4. Conforme previsão do art.
647-A, caput e parágrafo único, do Código de Processo Penal, a
concessão de habeas corpus de ofício é de iniciativa do julgador. A
atuação pressupõe a identificação de razão suficiente ou, em outras
palavras, de ilegalidade flagrante. Não se presta como subterfúgio
para contornar deficiência de que se reveste a medida processual
adotada pelo defensor e, assim, viabilizar, em qualquer hipótese,
mesmo naquelas manifestamente inadmissíveis, a análise do mérito
(ut, AgRg no AREsp n. 2.453.094/SP, relator Ministro Messod Azulay
Neto, Quinta Turma, DJEN de 8/4/2025).
5. Agravo não conhecido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.