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AREsp 202404171528 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2782641
- Registro
- 202404171528
- Classe
- AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- MOURA RIBEIRO
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2025-11-03
- Data de publicação
- DJEN DATA:06/11/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 03/11/2025
Ementa
DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.
EMBARGOS DE TERCEIRO. USUFRUTO LEGADO SEM REGISTRO. PENHORA DE
IMÓVEL. OPONIBILIDADE A TERCEIROS CREDORES. SOLVÊNCIA DO ESPÓLIO.
REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ. AGRAVO CONHECIDO PARA NÃO
CONHECER DO RECURSO ESPECIAL.
1. O reconhecimento do direito de
usufruto sobre bem penhorado, fundamentado em legado testamentário,
em prejuízo de credores do espólio, demanda análise de
circunstâncias fáticas específicas, notadamente a solvência da
herança e a disponibilidade de outros bens livres para quitação do
passivo.
2. Consoante o disposto no artigo 1.391 do Código Civil, o
usufruto convencional somente produz efeitos perante terceiros após
o competente registro no cartório de imóveis, mantendo validade
inter partes independentemente dessa formalidade.
3. Vedado o
reexame de matéria fático-probatória em recurso especial, nos termos
da Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça, quando a modificação
das conclusões do tribunal de origem exigir nova análise do conjunto
probatório dos autos.
4. Ausente vício de fundamentação quando o
acórdão recorrido examina de forma clara e completa as questões
essenciais à solução da controvérsia, ainda que em sentido contrário
aos interesses da parte recorrente.
5 . Agravo conhecido para não
conhecer do recurso especial.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.