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AREsp 202402051211 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2662374
- Registro
- 202402051211
- Classe
- AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- RAUL ARAÚJO
- Órgão julgador
- QUARTA TURMA
- Data da decisão
- 2025-11-17
- Data de publicação
- DJEN DATA:25/11/2025
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 17/11/2025
Ementa
DIREITO BANCÁRIO. AGRAVOS EM RECURSO ESPECIAL. EMBARGOS À EXECUÇÃO.
GRATUIDADE DE JUSTIÇA. PESSOA JURÍDICA. SÚMULA 481/STJ. CÉDULAS DE
CRÉDITO BANCÁRIO. CLÁUSULA QUE PREVÊ A UTILIZAÇÃO DO CDI COMO BASE
PARA REAJUSTE PERIÓDICO DE TAXAS DE JUROS FLUTUANTES. LEGALIDADE DA
PACTUAÇÃO. AGRAVOS CONHECIDOS. RECURSO ESPECIAL DA EMBARGANTE
DESPROVIDO. RECURSO ESPECIAL DA EMBARGADA PROVIDO.
1. A concessão de
justiça gratuita a pessoa jurídica exige comprovação robusta de
hipossuficiência financeira, conforme a Súmula 481 do STJ. No caso,
o Tribunal de Justiça concluiu que a embargante não apresentou
elementos suficientes para demonstrar sua incapacidade financeira.
Incidência das Súmulas 83 e 7 do STJ,
2. Não há obstáculo legal à
estipulação dos encargos financeiros em contratos bancários com base
no índice flutuante CDI, acrescido de juros remuneratórios, sendo
desimportante o nome atribuído a tal encargo. Cumpre apenas
verificar se o somatório dos encargos contratados não se revela
abusivo, devendo eventual abuso ser observado caso a caso, em cotejo
com as taxas médias de mercado regularmente divulgadas pelo Banco
Central do Brasil para as operações de mesma espécie, o que não se
verifica neste caso.
3. Agravos conhecidos para negar provimento ao
recurso especial da embargante e dar provimento ao recurso especial
da embargada.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.