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AREsp 202501911785 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2947219
- Registro
- 202501911785
- Classe
- AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- MOURA RIBEIRO
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2026-03-16
- Data de publicação
- DJEN DATA:20/03/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 16/03/2026
Ementa
CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO
DECLARATÓRIA CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO E INDENIZAÇÃO POR
DANOS MORAIS. CONTRATO DE CARTÃO DE CRÉDITO CONSIGNADO. RESERVA DE
MARGEM CONSIGNÁVEL. VÍCIO DE CONSENTIMENTO. CONTRATAÇÃO DIGITAL.
BIOMETRIA FACIAL. GEOLOCALIZAÇÃO. VALIDADE RECONHECIDA PELO TRIBUNAL
DE ORIGEM. REVISÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULAS N. 5 E 7 DO
STJ. INCIDÊNCIA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL. ANÁLISE PREJUDICADA.
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PREQUESTIONAMENTO. CARÁTER PROTELATÓRIO.
INEXISTÊNCIA. MULTA DO ART. 1.026, § 2º, DO CPC. AFASTAMENTO. SÚMULA
N. 98 DO STJ. RECURSO ESPECIAL PARCIALMENTE PROVIDO.
1. Inviável revisar a conclusão do Tribunal de segunda instância
que, com base na análise do conjunto fático-probatório dos autos e
na interpretação de cláusulas contratuais, reconheceu a regularidade
da contratação de cartão de crédito consignado por meio eletrônico,
com utilização de biometria facial e sistema de geolocalização,
diante dos óbices previstos nas Súmulas n. 5 e 7 do STJ.
2. A incidência da Súmula n. 7 do STJ obsta o conhecimento do
recurso especial pela alínea c do permissivo constitucional,
porquanto prejudica a análise do dissídio jurisprudencial.
3. Conforme o enunciado da Súmula n. 98 do STJ, os embargos de
declaração opostos com o notório propósito de prequestionamento não
têm caráter protelatório, impondo-se o afastamento da multa prevista
no art. 1.026, § 2º, do CPC.
4. Agravo conhecido para dar parcial provimento ao recurso especial.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.