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REsp 202504314788 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2243068
- Registro
- 202504314788
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- TEODORO SILVA SANTOS
- Órgão julgador
- SEGUNDA TURMA
- Data da decisão
- 2026-03-11
- Data de publicação
- DJEN DATA:17/03/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 11/03/2026
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. PROGRAMA
EMERGENCIAL DE RETOMADA DO SETOR DE EVENTOS (PERSE). LEI N.
14.148/21. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. INEXISTÊNCIA.
LITISPENDÊNCIA. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. ÓBICE DA SUMULA N. 7/STJ.
CADASTUR. TEMA N. 1283/STJ. NECESSIDADE DE CADASTRO. APRECIAÇÃO DO
TEMA PELA CORTE DE ORIGEM COM ESTEIO EM NORMA INFRALEGAL. ANÁLISE.
IMPOSSIBILIDADE. RECURSO ESPECIAL DESPROVIDO.
1. Trata-se a discussão acerca da extensão de benefício fiscal
referente à aplicação da alíquota zero de PIS, COFINS, IRPJ e CSLL,
prevista na Lei n. 14.148/2021 (PERSE), às receitas apontadas pela
recorrente como operacionalmente relacionadas às suas atividades
essenciais.
2. Não há negativa de prestação jurisdicional, pois a contradição
que autoriza embargos de declaração na origem é apenas a interna ao
decisum, inexistente no caso, não se confundindo decisão
desfavorável com vício sanável.
3. A tese recursal voltada a afastar a litispendência reconhecida
pela Corte de origem demandaria o reexame do conjunto
fático-probatório, providência vedada pela Súmula n. 7/STJ, segundo
a qual a pretensão de simples reexame de provas não enseja recurso
especial.
4. Na tese fixada por meio do rito dos repetitivos de n. 1283,
consignou-se que "[é] necessário que o prestador de serviços
turísticos esteja previamente inscrito no CADASTUR, conforme
previsto na Lei n. 11.771/2008, para que possa se beneficiar da
alíquota zero relativa ao PIS/COFINS, à CSLL e ao IRPJ, instituído
pelo art. 4º da Lei 14.148/2021 no Programa Emergencial de Retomada
do Setor de Eventos (PERSE)" (REsp n. 2.144.088/CE, relatora
Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Primeira Seção, julgado em
11/6/2025, DJEN de 18/6/2025.).
5. A aferição de eventual afronta a atos normativos de natureza
infralegal não se insere no âmbito de cognição do recurso especial,
porquanto tal espécie recursal não se presta ao controle da
legalidade de atos administrativos normativos.
6. Recurso Especial desprovido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.