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REsp 202401133101 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2139765
- Registro
- 202401133101
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- RAUL ARAÚJO
- Órgão julgador
- QUARTA TURMA
- Data da decisão
- 2026-03-09
- Data de publicação
- DJEN DATA:16/03/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 09/03/2026
Ementa
DIREITO DO CONSUMIDOR. AGRAVO. RECURSOS ESPECIAIS. PLANO DE SAÚDE.
RESCISÃO CONTRATUAL POR INADIMPLÊNCIA. NOTIFICAÇÃO ELETRÔNICA.
INVALIDADE. DANO MORAL. REEXAME DE PROVA. RECURSOS DESPROVIDOS.
1. A
jurisprudência do STJ estabelece que a notificação prévia do
beneficiário inadimplente é requisito essencial para o cancelamento
do contrato de plano de saúde, devendo ser feita por escrito e
entregue ao devedor, com comprovação inequívoca de recebimento,
conforme o art. 13, parágrafo único, II, da Lei n. 9.656/1998.
2. A
notificação por e-mail pode ser válida, desde que haja comprovação
inequívoca de que o notificado efetivamente dela tomou ciência.
3. A
análise da validade da notificação eletrônica no caso concreto
demandaria incursão em cláusulas contratuais e revolvimento
fático-probatório, o que é vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ.
4. A
jurisprudência do STJ é firme no sentido de que o mero
descumprimento contratual não gera, por si só, dano moral
indenizável, sendo necessário verificar as peculiaridades do caso
concreto para avaliar se a conduta ilícita ultrapassou o mero
inadimplemento contratual.
5. A Corte estadual concluiu pela
inexistência de prova específica de abalo psíquico ou lesão grave a
direitos da personalidade, não configurando dano moral indenizável e
modificar essa conclusão demandaria vedado reexame fático.
6.
Recursos especiais desprovidos.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.