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HC 202503200840 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 1029743
- Registro
- 202503200840
- Classe
- HABEAS CORPUS
- Relator(a)
- SEBASTIÃO REIS JÚNIOR
- Órgão julgador
- SEXTA TURMA
- Data da decisão
- 2026-03-31
- Data de publicação
- DJEN DATA:09/04/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 31/03/2026
Ementa
HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL. ART. 35, C/C O ART. 40, I E V, DA LEI
N. 11.343/2006. ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. TRANSNACIONALIDADE.
CONDENAÇÃO EM SEGUNDA INSTÂNCIA À PENA DE 4 ANOS E 8 MESES DE
RECLUSÃO. DOSIMETRIA DA PENA. MAUS ANTECEDENTES. PERÍODO DEPURADOR.
VALORAÇÃO NEGATIVA FUNDAMENTADA. FRAÇÃO DE EXASPERAÇÃO SUPERIOR A
1/6. POSSIBILIDADE. CAUSA DE AUMENTO DO ART. 40, I, DA LEI DE
DROGAS. IMPUTAÇÃO CONSTANTE DA DENÚNCIA. AUSÊNCIA DE REFORMATIO IN
PEJUS. PRECLUSÃO. REMESSA À EXECUÇÃO PENAL. INEXISTÊNCIA DE
ILEGALIDADE MANIFESTA. WRIT INADEQUADO PARA REEXAME
FÁTICO-PROBATÓRIO. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO.
1. Não há ilegalidade na valoração negativa dos maus antecedentes
quando o Tribunal de origem identifica condenação anterior
definitiva e afere, de forma expressa, a inexistência de lapso
superior a 10 anos entre o cumprimento ou extinção da pena e a
prática do novo delito, em consonância com a jurisprudência desta
Corte acerca do período depurador.
2. A fixação da fração de exasperação da pena-base acima do
parâmetro de 1/6 não configura, por si só, ilegalidade, porquanto a
dosimetria constitui atividade discricionária juridicamente
vinculada, exigindo-se apenas fundamentação idônea e ausência de
desproporcionalidade manifesta.
3. A incidência da causa de aumento prevista no art. 40, I, da Lei
n. 11.343/2006 não caracteriza reformatio in pejus quando a
majorante consta da denúncia e foi objeto de contraditório, sendo
inviável, na via estreita do habeas corpus, o reexame do iter
processual e do contexto fático-probatório para aferição da alegada
aplicação de ofício.
4. A controvérsia acerca da remessa dos autos ao Juízo da execução
penal e da suposta nulidade na execução provisória não revela, de
plano, constrangimento ilegal evidente, notadamente quando a matéria
já foi apreciada pelas instâncias competentes.
5. Inexistente ilegalidade manifesta ou teratologia, impõe-se a
denegação da ordem, com revogação da liminar anteriormente deferida.
6. Ordem denegada com a cassação da liminar anteriormente deferida.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.