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AgRg na Rcl 202600079659 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 50692
- Registro
- 202600079659
- Classe
- AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO
- Relator(a)
- MARIA MARLUCE CALDAS
- Órgão julgador
- TERCEIRA SEÇÃO
- Data da decisão
- 2026-05-13
- Data de publicação
- DJEN DATA:18/05/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 13/05/2026
Ementa
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. RECLAMAÇÃO. AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. RECLAMAÇÃO UTILIZADA COMO SUCEDÂNEO RECURSAL. INDEFERIMENTO LIMINAR
MANTIDO.
I. CASO EM EXAME
1. Agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado do Rio Grande
do Sul contra decisão monocrática que indeferiu liminarmente reclamação.
2. A reclamação foi apresentada pelo Ministério Público sob a alegação de que o
Tribunal de origem teria desrespeitado decisão do Superior Tribunal de Justiça
no AREsp 2.094.991/RS, ao anular veredicto do Tribunal do Júri e determinar novo
julgamento, utilizando o mesmo conjunto probatório que embasou a pronúncia.
3. A decisão monocrática indeferiu a reclamação por entender que foi utilizada
como sucedâneo de recurso próprio, não se enquadrando nas hipóteses
constitucionais e legais de cabimento.
II. QUESTÃO EM DISCUSSÃO
4. A questão em discussão consiste em saber se a reclamação pode ser utilizada
como sucedâneo de recurso próprio para questionar decisão do Tribunal de origem
que anulou veredicto do Tribunal do Júri e determinou novo julgamento.
III. RAZÕES DE DECIDIR
5. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio,
conforme entendimento consolidado pela Corte Especial do Superior Tribunal de
Justiça.
6. A decisão do Tribunal de origem, ao anular o veredicto do Tribunal do Júri e
determinar novo julgamento, foi proferida dentro dos limites de sua competência,
não configurando usurpação de competência do Superior Tribunal de Justiça.
IV. DISPOSITIVO E TESE
7. Resultado do Julgamento: Agravo regimental desprovido.
Tese de julgamento:
1. A reclamação não pode ser utilizada como sucedâneo de recurso próprio para
questionar decisão do Tribunal de origem. 2. A decisão do Tribunal de origem que
anula veredicto do Tribunal do Júri e determina novo julgamento, com base em
decisão manifestamente contrária à prova dos autos, não configura usurpação de
competência do Superior Tribunal de Justiça.
Dispositivos relevantes citados: CF/1988, art. 105; CPC, art. 932, III;
Regimento Interno do STJ, art. 253, parágrafo único, I.
Jurisprudência relevante citada: STJ, Rcl 27.395/AP, Min. Nancy Andrighi, Corte
Especial, DJe 28.11.2017; STJ, AgRg na Rcl 42.643/SP, Min. Antonio Saldanha
Palheiro, Terceira Seção, julgado em 08.03.2023, DJe 14.03.2023.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.