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AREsp 202402956740 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2714666
- Registro
- 202402956740
- Classe
- AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA
- Órgão julgador
- TERCEIRA TURMA
- Data da decisão
- 2026-05-18
- Data de publicação
- DJEN DATA:21/05/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 18/05/2026
Ementa
AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. CIVIL. REAIS. PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA
DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. INTERDITO PROIBITÓRIO.
REEXAME FÁTICO-PROBATÓRIO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA Nº 7/STJ.
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORAÇÃO EM GRAU RECURSAL. LIMITES LEGAIS
OBSERVADOS. MODIFICAÇÃO. SÚMULA Nº 7/STJ.
1. Não viola os artigos 489 e 1.022 do Código de Processo Civil nem
importa deficiência na prestação jurisdicional o acórdão que adota,
para a resolução da causa, fundamentação suficiente, porém diversa
da pretendida pela parte recorrente, para decidir de modo integral a
controvérsia posta.
2. A alteração das conclusões do Tribunal de origem acerca da
comprovação dos requisitos para a proteção possessória e a definição
da melhor posse demandaria o reexame do conjunto fático-probatório
dos autos, o que é vedado em sede de recurso especial, nos termos da
Súmula nº 7 do Superior Tribunal de Justiça.
3. A majoração dos honorários recursais de 15% (quinze por cento)
para 20% (vinte por cento) sobre o valor atualizado da causa pelo
Tribunal de origem está em conformidade com os limites estabelecidos
nos §§ 2º e 11 do art. 85 do Código de Processo Civil.
4. Rever o percentual dos honorários advocatícios fixados demandaria
o reexame do contexto fático-probatório da causa, o que encontra
óbice na Súmula nº 7/STJ, salvo quando o valor se mostrar irrisório
ou exorbitante, hipóteses não verificadas no caso concreto.
5. Agravo conhecido para conhecer parcialmente do recurso especial,
nessa extensão, negar-lhe provimento.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.