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REsp 202600013365 — STJ
- Tribunal
- STJ
- Processo
- 2252430
- Registro
- 202600013365
- Classe
- RECURSO ESPECIAL
- Relator(a)
- TEODORO SILVA SANTOS
- Órgão julgador
- SEGUNDA TURMA
- Data da decisão
- 2026-05-27
- Data de publicação
- DJEN DATA:03/06/2026
- Tipo
- ACÓRDÃO
Julgado em 27/05/2026
Ementa
PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE
SEGURANÇA. IMPOSTO SOBRE PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS - IPI.
COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA. ART. 166 DO CTN. ACÓRDÃO RECORRIDO PELA
LEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM DA PARTE IMPETRANTE. CONTRIBUINTE DO
IMPOSTO. REVISÃO. EXAME DE PROVA. TESE RECURSAL GENÉRICA.
INADMISSIBILIDADE. RECURSO ESPECIAL NÃO CONHECIDO.
1. À luz da Súmula n. 284 do STF, não se conhece de recurso
especial, na hipótese em que as razões recursais são genéricas.
Precedente.
2. Nos termos da Súmula n. 7 do STJ, "a pretensão de simples reexame
de prova não enseja recurso especial".
3. No caso dos autos, considerados os teores das razões recursais e
do acórdão recorrido, nota-se que o conhecimento do recurso especial
encontra óbice nas Súmula n. 7 do STJ e 284 do STF, pois, além de
ser genérica a peça recursal, quanto à tese de que a parte
impetrante não seria contribuinte do IPI, não há como se alterar o
acórdão recorrido sem o reexame do acervo probatório, providência
inadequada na via do especial.
4. "A comprovação dos requisitos do art. 166 do CTN pode ser
postergada para a fase administrativa, desde que o direito à
compensação seja reconhecido judicialmente" (AgInt no REsp n.
2.005.083/DF, relator Ministro Afrânio Vilela, Segunda Turma,
julgado em 25/3/2026, DJEN de 31/3/2026).
5. Recurso especial não conhecido.
Fonte: STJ — acervo público. Buscar o inteiro teor deste processo na Biblioteca.